
A EUROPA ASSUSTOU-SE
A dormente Europa assustou-se. O “tio rico”, de ausentes boas maneiras, que a fez reerguer da destruição e lhe deu dinheiro, e condições para se desenvolver, a par de inigualável proteção sem custos de nenhuma espécie até hoje. Anuncia, por enquanto só anuncia, um final da relação nos moldes atuais.
Apesar da dependência durar há quase oitenta anos, talvez seja uma oportunidade de desmame, de ter uma segurança (a Defesa) adulta, atual, ativa, proativa e pronta. Através do desfazer, mesmo que parcial, da segurança proporcionada pelo “parente rico” e sem maneiras (sempre foi um arrivista, um novo rico sem pedigree que tínhamos de educar), temos oportunidades. A oportunidade de chorar desalmadamente, de barafustar e queixar como europeus atuais, modernos e paridores de regras, burocracia e gastos estatais geradores de dependentes empresariais e assalariados. Ou teremos a oportunidade, talvez das últimas, de corrigir o rumo acelerando a economia e o desenvolvimento com base na racionalidade e na realidade, deixando cair com o estrondo que merece a criação do mundo de fantasia, de pensamentos dominados por gente de filosofia improdutiva.
O “tio rico” até pode manter a proteção, mas irá sempre a desacelerar, a cortar, tendencialmente a deixar os europeus por conta própria, isto muito para além de atuais circunstâncias e mandatos em sua casa.
Pode esta União Europeia criar uma segurança / Defesa, pode. Desburocratizando, voltando-se para economia de base real, competitiva, dando liberdade à criatividade e reduzindo ou melhor, acabando, ela e os países integrantes, com a monstruosa despesa pública fora das funções basilares dos Estados.