AJAP e OLIVUM reforçam cooperação no setor olivícola com assinatura de protocolo
A AJAP – Associação dos Jovens Agricultores de Portugal e a OLIVUM – Associação de Olivicultores e Lagares de Portugal decidira reforçar a cooperação no setor olivícola com a assinatura de um protocolo de colaboração.
A assinatura deste protocolo “representa um passo no reforço das relações institucionais entre as duas associações e estabelece uma base de colaboração técnica e de apoio aos associados da Olivum em matérias relacionadas com projetos de investimento e ajudas ao rendimento.”
Pretende-se ainda que esta parceria possa contribuir para a valorização da olivicultura portuguesa, tanto no mercado nacional como nos mercados internacionais.
Firmino Cordeiro, diretor-geral da AJAP, considera que “esta aproximação à OLIVUM representa uma enorme responsabilidade para a AJAP, pela relevância e representatividade desta organização no setor olivícola nacional. Queremos que o dinamismo, a inovação e a competitividade desta fileira constituam também uma referência para a instalação de jovens agricultores. Mas este caminho deve ser acompanhado pela valorização do olival tradicional e pela promoção, nos mercados internacionais, da excelência dos azeites produzidos a partir das nossas variedades tradicionais”
Gonçalo Moreira, gestor da OLIVUM, destaca que “através desta parceria, os associados da OLIVUM passam a beneficiar da capacidade técnica e do conhecimento especializado dos técnicos da AJAP, uma associação com presença em todo o território nacional. Acreditamos que esta proximidade e partilha de competências serão uma mais-valia para ambas as organizações e para o desenvolvimento do setor”
A AJAP, em comunicado, afirma que Portugal consolidou a sua posição entre os principais produtores mundiais de azeite, ocupando atualmente o sexto lugar a nível mundial e o terceiro na União Europeia. Cerca de metade da produção nacional destina-se aos mercados internacionais.
É ainda acrescentado que, nas últimas duas décadas, a produção portuguesa de azeite quadruplicou, acompanhando a modernização das explorações e dos lagares, a evolução tecnológica e o reforço da capacidade exportadora. As exportações ultrapassaram, pela primeira vez, a marca dos mil milhões de euros, refletindo a crescente relevância económica desta fileira.
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