1 de outubro para além de assinalar o Dia Nacional da Água, marca também o início de um novo ano hidrológico, período que se prolonga até 30 de setembro do ano seguinte e que “tem particular relevância para a monitorização e gestão dos recursos hídricos.”

A EDIA assinala esta data com o balanço de um ano hidrológico marcado por “fortes afluências a Alqueva e por uma elevada dinâmica de exploração do sistema Alqueva-Pedrógão.”

De acordo com a EDIA, entre 1 de outubro de 2025 e o final de setembro de 2026, as afluências acumuladas a Alqueva totalizaram 6 135 hm3. Este volume corresponde a aproximadamente a 1,5 vezes o volume de armazenamento de Alqueva ao Nível de Pleno Armazenamento (NPA).

Ao longo do ano hidrológico, parte dessa água foi armazenada, até à cota máxima de barragem (152 m), tendo sido realizadas descargas dos volumes que excederam a capacidade disponível, em função da exploração do sistema e da evolução dos níveis das albufeiras.

Ainda segundo a EDIA, “as descargas na barragem em Alqueva fizeram uso dos descarregadores de meio-fundo e prolongaram-se durante cerca de 1 mês.”

O ano hidrológico 2025/26 começou com 3 437 hm³ armazenados em Alqueva, abaixo dos 4.063 hm³ registados no início do ano hidrológico anterior.

A EDIA acrescenta que outro dos dados relevantes do balanço é “o comportamento da barragem de Pedrógão, o contraembalse de Alqueva, situado a cerca de 23 km a jusante, que recebe os volumes provenientes de Alqueva, mas também afluências próprias, nomeadamente do rio Ardila.”

Durante o ano hidrológico, Pedrógão registou níveis acima do Nível de Pleno Armazenamento durante 58 dias, correspondendo a um total acumulado de 1184 horas, entre janeiro e março, tendo este período correspondido a descargas.

Neste período, o volume descarregado em Pedrógão foi de 5 117 hm³, ou seja, mais do que a capacidade total de armazenamento da barragem de Alqueva, que é de 4150 hm3.

 

No Dia Nacional da Água, a EDIA reafirma “o seu compromisso com uma gestão integrada, eficiente e sustentável dos recursos hídricos, promovendo a utilização responsável da água e a valorização de uma infraestrutura essencial para a resiliência hídrica do território, para o abastecimento, o regadio, a produção de energia e os restantes fins associados ao EFMA.”

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