O governante falava durante uma visita à Escola D. Manuel I, onde inaugurou dois centros tecnológicos, nas áreas Industrial e de Informática, resultantes de um investimento de cerca de 1,59 milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Segundo Fernando Alexandre, os dados mostram que os alunos que concluem cursos profissionais e ingressam diretamente no mercado de trabalho apresentam níveis de empregabilidade e salários superiores aos dos jovens que terminam o 12.º ano pela via científico-humanística sem prosseguirem estudos superiores.

“Este investimento vai tornar ainda mais fácil encontrar emprego e ter melhores salários”, afirmou, salientando que os CTE não representam apenas a aquisição de novos equipamentos, mas também uma reformulação do próprio ensino profissional.

Os investimentos foram, acrescentou, definidos em articulação com as empresas, procurando responder às necessidades existentes em áreas como informática, mecânica industrial, manutenção, produção industrial e automatismos.

Fernando Alexandre revelou que estavam inicialmente previstos 365 centros tecnológicos em todo o país, mas deverão ser concluídos 402, num investimento global próximo dos 500 milhões de euros. O ministro reconheceu que os projetos foram particularmente exigentes para as direções escolares, devido à dimensão dos investimentos e à complexidade dos procedimentos de contratação pública.

O presidente da Câmara de Beja, Nuno Palma Ferro, classificou a intervenção como o maior investimento realizado na educação no concelho desde a construção do último edifício escolar e destacou a capacidade do agrupamento para concretizar um concurso público internacional de elevada complexidade.

O autarca salientou ainda o apoio prestado pela EDIA durante o processo, considerando esta colaboração um exemplo da articulação necessária entre as escolas e o tecido empresarial da região.

Os novos equipamentos pretendem proporcionar aos alunos uma formação prática com tecnologias próximas das utilizadas pelas empresas, contribuindo simultaneamente para responder à falta de profissionais qualificados e para criar melhores condições de fixação dos jovens no território.

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