O ‘Multibanco + Perto’, também conhecido como ‘Multibanco Social’, lançado em julho pelo Ministério da Economia e da Coesão Territorial em parceria com o Banco de Portugal (BdP), a SIBS e a Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), pretende levar serviços bancários essenciais a populações que não dispõem de um ponto de atendimento bancário próximo.

A iniciativa utiliza Terminais de Pagamento Automático Digitais (SmartPOS), que permitem realizar cerca de 90% das operações habitualmente disponíveis numa caixa Multibanco, incluindo levantamentos de numerário, pagamentos de serviços, carregamentos de telemóveis e consultas de saldo e movimentos.

A SIBS adiantou que estão ainda em fase final várias implementações no distrito de Castelo Branco, mantendo o objetivo de alcançar 30 freguesias abrangidas até ao final do ano.

Nas localidades onde o projeto já está disponível, os levantamentos representam 73% das transações realizadas, enquanto 14% correspondem a pagamentos de serviços e 11% a consultas de saldos e movimentos, de acordo com os dados da SIBS.

O peso dos levantamentos evidencia uma das principais necessidades a que o projeto pretende responder: assegurar o acesso a numerário em localidades onde a população deixou de ter uma caixa automática ou outro ponto de atendimento bancário nas proximidades.

Segundo a tutela, a motivação para o lançamento deste serviço surge do relatório do BdP "Avaliação da Cobertura da Rede de Caixas Automáticos e Balcões de Instituições de Crédito" de 2022, que identificou 1.276 freguesias (41% do total do país) que não têm serviços bancários a menos de 5, 10 ou 15 quilómetros.

O Governo indicou no lançamento do projeto que a falta de acesso abrangia mais de 700 mil pessoas.

Em 22 de setembro, o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, disse no parlamento que este projeto-piloto “está a correr muitíssimo bem”.

“A experiência que já conhecemos está a correr muitíssimo bem. As pessoas estão a usar, a recorrer a este multibanco com grande intensidade”, disse então Castro Almeida na audição regimental na Comissão Estado da Administração Local e Ordenamento do Território.

No projeto-piloto, os SmartPOS ficam sob gestão das juntas de freguesia, que são também responsáveis por assegurar a liquidez necessária aos levantamentos.

Para a SIBS, o projeto representa uma solução de reforço da inclusão financeira, permitindo disponibilizar operações bancárias correntes em localidades onde não existe um ponto de atendimento próximo.

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