A “descentralização cultural” através da saída do Encontro de Culturas rumo a outras freguesias do concelho era algo que já estava nos planos", explicou à Lusa a vereadora da Cultura, Odete Borralho, mas a covid-19 acabou por precipitar esse crescimento, no ano passado.

Em 2020, devido à pandemia, o festival realizou-se sobre um palco móvel, num camião que percorreu as ruas das várias freguesias do concelho, e que se mantém este ano como suporte para os espetáculos, mas parado, em “espaços organizados e que cumprem as regras de segurança”.

“Vamos ter nove concertos, cinco dos quais nas freguesias e quatro na sede de concelho, em Serpa”, adiantou Odete Borralho.

Após a abertura, a cargo da compositora, acordeonista e cantora Celina da Piedade, o festival segue para Brinches, onde atua na quinta-feira, junto à escola primária, o fadista Hélder Moutinho, “um dos mais conhecidos e carismáticos da atualidade”, segundo uma nota de imprensa enviada à agência Lusa.

Na sexta-feira, em Vila Verde de Ficalho, atuam os Cais do Sodré Funk Connection, um grupo de ‘funk & soul’, enquanto no sábado, no Parque Desportivo de Pias, sobe ao palco o grupo Luta Livre, o mais recente projeto do músico Luís Varatojo.

O campo da feira de Vila Nova de São Bento recebe, no domingo, a atuação de Lena d’Água, “uma das mais icónicas e celebradas vozes da música portuguesa”, naquele que será o quinto e último concerto nas freguesias do concelho.

O evento, que este ano assinala também o décimo aniversário do Musibéria – Centro Internacional de Danças e Músicas do Mundo Ibérico, instala-se depois, definitivamente, em Serpa, para os quatro derradeiros concertos da 18.ª edição.

No dia 18, ao final da tarde, o pianista Mário Laginha atua no auditório do Centro Musibéria, num concerto que já se encontra esgotado, enquanto à noite, no parque desportivo da cidade, sobe ao palco “o crioulo de Sara Tavares”.

No último dia do evento, em 19 de junho, atuam Silvano Sanches, à tarde, no Musibéria, enquanto à noite, no parque desportivo, a canção de intervenção far-se-á ouvir no parque desportivo pela voz de Fausto Bordalo Dias, que era um desejo antigo da organização, admitiu Odete Borralho.

“Já tínhamos a ideia de que o Encontro de Culturas crescesse, porque era um evento já com alguma maturidade. A pandemia talvez tenha potenciado a saída do centro histórico porque o facto de as pessoas estarem mais isoladas fez-nos ter mais vontade de levar os concertos às freguesias. E o ‘feedback’ foi tão positivo que só fazia sentido que as coisas se consolidassem desta forma”, explicou a vereadora cultura de Serpa.

O festival serve também para “passar a mensagem de que a cultura é segura” e contrariar a tendência de que não é possível “fazer coisas em tempo de pandemia”.

“Obviamente, dá mais trabalho. Temos de organizar muito bem as coisas, os espaços têm de ser pensados; é um trabalho bastante grande que temos conseguido levar a bom porto com os nossos trabalhadores e que vamos conseguir concretizar mesmo em tempo de pandemia”, concluiu a vereadora.

Os espetáculos serão realizados em “espaços abertos e amplos”, explica a organização, em comunicado, permitindo “cumprir as normas de segurança e disponibilizar maior número de lugares”.

Todos os concertos são gratuitos, mas sujeitos à lotação limitada dos recintos, pelo que os bilhetes devem ser reservados com antecedência junto do Musibéria (musiberia.serpa@gmail.com), para os concertos no Centro Musibéria, e junto da Câmara de Serpa (culturapatrimonio@cm-serpa.pt), para os restantes espetáculos.

 


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