De acordo com Nuno Palma Ferro, a importância da Base Aérea n.º 11, a unidade da Força Aérea com maior tráfego aéreo do país, com quatro esquadras e cinco frotas sediadas em Beja e a perspetiva de receber uma quinta”, assim como, o facto de ter um “enorme valor estratégico para Portugal e para os seus aliados, sobretudo num contexto internacional de grande instabilidade” não é compatível com o trabalho desenvolvido por uma Escola de Pilotos.

Ainda segundo o autarca “o espaço aéreo está muito ocupado, e uma escola de pilotos, com atividade intensa e horários fixos, não é compatível” com a utilização militar, logo, Beja, teria de abdicar de grande parte da sua Base Aérea.

Nuno Palma Ferro esclarece que existe uma estratégia, “há muitos meses a ser discutida com parceiros que centra a nossa aposta na indústria aeronáutica”, e considera que “é aí que Beja pode ser verdadeiramente estratégica para o país, e é aí que temos de estar na primeira linha.”

É apontado o exemplo da “fábrica da Embraer, já reconhecida como projeto de interesse público, a concretizar-se, poderá representar cerca de 300 postos de trabalho diretos de qualificação, e aguarda decisão final a breve prazo.”

O autarca considera que a aposta deve ser feita neste tipo de investimentos e garante que se forem para outras regiões, aí sim a câmara Municipal de Beja vai fazer-se “ouvir com toda a firmeza.”

Para Nuno Palma Ferro, “durante demasiados anos, com diferentes governos (incluindo os do PSD) e executivos não conseguimos conquistar o que precisávamos, e o país não foi justo com a nossa região”, ainda assim, considera que é preciso “saber exigir porque quando reclamamos tudo por igual, perdemos credibilidade e foco.”

“Escolher as nossas causas não significa desistir de outras, significa garantir que, quando Beja levanta a voz, é levada a sério”, conclui.

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