Ourique espera mil atletas de 34 países para prova internacional de Gravel
A segunda edição do UCI Gravel World Series Ourique, uma prova de ciclismo disputada sobretudo em caminhos de terra e gravilha, realiza-se nos dias 24 e 25 de outubro e já ultrapassou os 800 inscritos de 34 nacionalidades. A organização espera atingir os mil participantes nesta competição de apuramento para o Campeonato do Mundo de Gravel de 2027.
Na apresentação do evento, a organização justificou a previsão de participação com o aumento de inscrições habitualmente registado nos últimos dias antes da prova.
Portugal, Espanha, França, Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Brasil, África do Sul, Cuba, China e Austrália, entre os países, estando também representados a Argentina, Ruanda, Ucrânia e Vietname.
Os atletas terão à escolha dois percursos: um de 86,2 quilómetros, com 1.308 metros de desnível acumulado, e outro de 120,6 quilómetros, com 1.912 metros de desnível acumulado. A partida está marcada para as 09:00 de domingo, dia 25.
O programa inclui, no sábado, entre as 15:30 e as 16:30, o Kids Gravel, uma atividade sem caráter competitivo destinada a crianças dos três aos 12 anos. A inscrição é obrigatória e gratuita, disponibilizando a organização bicicletas e capacetes para empréstimo.
No domingo está também prevista uma caminhada de cerca de sete a oito quilómetros, dirigida sobretudo aos acompanhantes dos atletas, para dar a conhecer a história e os monumentos de Ourique, mediante inscrição.
Para além da vertente desportiva, o presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, José Manuel Santos, destacou o contributo da iniciativa para a promoção turística da região.
“Eu acho que este evento é a grande âncora da região no plano internacional para a promoção desta modalidade”, afirmou, considerando o crescimento do gravel “uma oportunidade incrível para o Baixo Alentejo”.
Segundo o responsável, 95% dos participantes auscultados na edição anterior avaliaram a experiência como muito positiva e cerca de um terço admitiu regressar à região para treinar ou passar férias com a família.
José Manuel Santos salientou ainda a realização da prova em outubro e a projeção internacional proporcionada pelas imagens do território, num evento em que se prevê que cerca de metade dos participantes sejam estrangeiros.
“Os eventos desportivos são muito importantes para promover os territórios, e territórios como Ourique e como territórios do interior precisam muito destas iniciativas”, sublinhou.
A concretização da prova assenta numa parceria entre a entidade regional de turismo, o Município de Ourique e o promotor privado. Segundo José Manuel Santos, a entidade de turismo suporta integralmente os 30 mil euros da taxa paga à União Ciclista Internacional, pelo segundo ano consecutivo, além de contribuir para a produção e organização.
“É um excelente exemplo de parceria, de união entre o município, a entidade de turismo, o promotor privado”, afirmou, manifestando a intenção de continuar a apoiar a iniciativa.
A dimensão regional do evento foi igualmente destacada pelo presidente da Câmara de Ourique, Marcelo Guerreiro, que apontou a valorização do mundo rural como um dos principais objetivos.
“É, no fundo, valorizar o território, ou seja, aproveitar aquilo que nós temos de melhor, aquilo que nós temos de mais natural, o nosso mundo rural”, declarou.
O autarca classificou a competição como “a maior prova de gravel em Portugal e uma das maiores da Europa”, considerando a segunda edição “um momento de afirmação do território”.
Marcelo Guerreiro defendeu que o impacto da iniciativa ultrapassa os limites do concelho, nomeadamente na procura de alojamento.
“Nós vamos ter pessoas a dormir de Beja a Albufeira”, afirmou, sustentando que a prova deve crescer como um evento de dimensão supramunicipal.
“É muito importante que o Turismo do Alentejo esteja envolvido, que apoie este tipo de iniciativas, que o Turismo de Portugal também apoie este conjunto de iniciativas, porque eventos como este valorizam verdadeiramente o território”, concluiu.
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