Aljustrel: LIVRE saúda expansão das Minas mas aliada ao investimento na ferrovia e rigor ambiental
O Núcleo Interdistrital do Alentejo do LIVRE saúda, em nota de imprensa, o potencial socioeconómico do projeto da nova mina do Gavião, promovido pela ALMINA em Aljustrel, mas frisa que “esta atividade deve pautar-se pelo investimento na ferrovia, por uma transparência total, pelo rigor ambiental e pelo escrupuloso respeito pelas comunidades locais e pelo território.”
De acordo com o LIVRE “sendo o cobre e o zinco recursos essenciais à transição climática e à eletrificação da economia, a exploração deste jazigo e a criação de cerca de 150 novos postos de trabalho diretos e indiretos são vitais para combater a desertificação demográfica no Baixo Alentejo”, ainda assim, “perante um investimento previsto de 250 milhões de euros, o LIVRE alerta que a transição verde exige um planeamento logístico robusto por parte do Estado e uma clareza económica inquestionável.”
Para o LIVRE, o escoamento anual de 1,5 milhões de toneladas
de minério não deve ficar refém de um regime de exclusividade rodoviária e
defende que “a prioridade tem de ser a ferrovia, devendo o Estado liderar a
reativação do Ramal Ferroviário de Aljustrel.”
O LIVRE considera ainda que “a preservação dos ecossistemas e a saúde pública têm de ser prioridade” tornando-se “crucial garantir a total segurança no armazenamento das águas industriais, acautelando qualquer risco de escorrências ácidas e de contaminação dos aquíferos locais.”
A nível florestal, o estudo confirma a afetação de mais de quatro hectares de montado, pelo que o LIVRE alerta o ICNF e a Agência Portuguesa do Ambiente para a necessidade de uma fiscalização rigorosa sobre a execução do plano de compensação, que prevê a plantação de 3600 sobreiros e azinheiras.
Ainda segundo o LIVRE é “premente garantir uma resposta institucional às justas preocupações dos habitantes sobre a dispersão de poeiras finas e as vibrações causadas por explosivos, assegurando metodologias seguras e ativando a rede permanente de monitorização da qualidade do ar, em articulação com a CCDR Alentejo. “
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