Há mais de duas décadas que um padre português não era nomeado para integrar o corpo diplomático do Papa. De acordo com o Sol, “Miguel Cavaco junta-se assim ao grupo de diplomatas que trabalham para a Santa Sé e estão espalhados pelo mundo. E do qual apenas faz parte um português: José Avelino Bettencourt, que é Núncio Apostólico nos Camarões e na Guiné Equatorial”.

Miguel Cavaco, de 37 anos de idade, é o único padre que está neste momento no serviço diplomático do Vaticano vindo de uma diocese portuguesa. No caso, tratou-se da Diocese de Lisboa. Foi aqui, segundo fontes eclesiásticas, que o antigo patriarca, cardeal Manuel Clemente, deu luz verde para o padre integrar o corpo diplomático e o enviou mais tarde para a Pontifícia Academia Eclesiástica, em Roma.

 Antes de ir para Roma, o padre Miguel Cavaco ainda esteve uns tempos em Portugal. Frequentou o seminário Redemptoris Mater de Lisboa e formou-se pela Universidade Católica em 2015, tendo-se tornado diácono numa cerimónia no Mosteiros dos Jerónimos. Um ano depois, foi ordenado sacerdote por Manuel Clemente. Deu a primeira missa a 23 de julho de 2016, precisamente em Barrancos.

Ainda segundo o Sol “Apesar de pertencer à diocese de Lisboa, Manuel Clemente ainda o enviou durantes uns tempos para Beja, para ajudar o bispo da altura, João Marcos, recordam fontes próximas do padre. Não tardou, porém, para que Manuel Clemente apostasse nele para integrar o corpo diplomático do Papa e mandou-o para aquela academia. O novo patriarca, Rui Valério, ratificou a decisão do antecessor e por isso Miguel Cavaco permaneceu na sua missão.  Pelo meio, ainda esteve ano numa paróquia em Madrid e dois no norte do México, fazendo parte de uma equipa de evangelização.”

Neste mês de outubro doutorou-se em Direito Canónico pela Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma.

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