Câmara de Vidigueira decreta luto municipal pela morte de ex-autarca Arlindo Ruivo
A Câmara de Vidigueira, no distrito de Beja, decretou dois dias de luto municipal, até esta quinta-feira, devido à morte do antigo presidente do município Arlindo Maria Ruivo, de 86 anos.
Numa nota publicada na sua página na rede social Facebook, a câmara alentejana anunciou a morte do antigo autarca, que liderou o município entre 1972 e 1974, e determinou o cumprimento de dois dias de luto municipal, hoje e quinta-feira, com a colocação da bandeira a meia haste.
Nascido a 07 de julho de 1940, na freguesia de Alvega, no concelho de Abrantes, Arlindo Ruivo formou-se na Escola do Magistério Primário de Castelo Branco.
Iniciou a sua carreira docente, em 1961, na Escola Primária de Vila de Frades, no concelho de Vidigueira, sendo, mais tarde, professor na sede do município.
“Entre 1972 e 1974, presidiu à Câmara Municipal de Vidigueira, cargo que exerceu com dedicação ao desenvolvimento do concelho”, disse a autarquia.
Arlindo Ruivo foi “empresário e figura de referência da região”, tendo dedicado “grande parte da sua vida à promoção da vitivinicultura alentejana”.
Foi membro ativo da Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito, onde ocupou por diversas vezes os cargos de presidente da direção e da mesa da assembleia-geral.
Além disso, evocou o município, desempenhou funções de relevo na Associação Técnica dos Viticultores do Alentejo (ATEVA), da qual foi presidente da direção em vários triénios, entre 1995 e 2018.
Integrou ainda, desde 1996, o Conselho Geral da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), ao qual presidiu entre 2014 e 2015.
Em 1995, lembrou igualmente a câmara, foi entronizado na Confraria dos Enófilos do Alentejo, “com a qual colaborou em diversas iniciativas ligadas à história e à cultura do Vinho de Talha”.
“A sua ação em prol do concelho de Vidigueira e da valorização do património vitivinícola regional ficará na memória de todos quantos com ele privaram e trabalharam”, garantiu a autarquia.
Também numa nota publicada na mesma rede social, a Junta de Freguesia de Vila de Frades lamentou o falecimento de Arlindo Ruivo, lembrando que este não era natural desta terra, “mas cedo sentiu como seu este território”.
A mesma autarquia evocou o seu percurso profissional, ligado ao ensino, à viticultura, à vinha e à política local, realçando também que “Arlindo Maria Ruivo assumiu ainda um papel de relevo na valorização e preservação do Vinho de Talha”.
“Todos os grandes homens deixam marcas pelos locais onde passam. Arlindo Maria Ruivo deixa a sua marca em Vila de Frades”, disse a junta de freguesia, revelando ter colocado as bandeiras a meia haste.
O funeral, acrescentou, está marcado para as 17:00 de quinta-feira, na Casa Mortuária de Vila de Frades, seguindo depois para o cemitério da freguesia.
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