PCP na rua com jornada de protesto e luta em defesa do Serviço Nacional de Saúde
O Partido Comunista Português vai estar na rua, nesta sexta-feira, 30 de outubro, com uma jornada nacional de protesto e luta em defesa do Serviço nacional de saúde (SNS). Há ações em Beja, Aljustrel e Serpa.
Foto: O ATUAL
Em Beja, realiza-se, pelas 7.30 horas, uma sessão pública e ação de contacto com trabalhadores e utentes do Centro de Saúde, junto ao edifício da Segurança Social, com a participação de Fátima Estanque, membro do secretariado da DORBE do PCP.
Na vila de Aljustrel há, pelas 7.45 horas, uma ação de contacto com trabalhadores e utentes do Centro de Saúde e em Serpa, às 8.00 horas, decorre uma ação semelhante mas junto ao Hospital de São Paulo.
O protesto surge “perante a aceleração do processo de desmantelamento do SNS, devido à contínua desresponsabilização do Estado e do crescimento da intervenção dos grupos privados no sector”.
O PCP afirma que “com menos verbas, profissionais em número insuficiente e com carreiras desvalorizadas, reduzido investimento para aumentar a capacidade de melhorar a qualidade dos serviços, os problemas de acesso aos cuidados de saúde vão agravar-se, nomeadamente a falta de médicos, as listas de espera para cirurgias, tratamentos e consultas, encerramento de serviços, custos acrescidos para a população.”
No que toca ao distrito de Beja, o PCP considera que o acesso aos cuidados de saúde “permanece como um dos principais eixos de combate às profundas desigualdades sociais e territoriais que afetam a região” e, acrescenta que “num território fortemente penalizado pelo envelhecimento demográfico, pela dispersão geográfica e pelas assimetrias na mobilidade, as insuficiências estruturais do SNS adquirem contornos críticos, desprotegendo as populações mais vulneráveis.”
Tendo em conta esta realidade, o PCP “rejeita soluções temporárias, paliativas ou a imposição de limites nos horários de funcionamento dos centros de saúde” e “exige um reforço de verbas no Orçamento de Estado que permita dotar o SNS de condições humanas e materiais, contesta veementemente as opções políticas que canalizam recursos do erário público para subsidiar o sector privado e social com o pretexto de reduzir listas de espera, desviando fundos estratégicos que deveriam ser aplicados na valorização das carreiras, na contratação de profissionais e na criação de condições de fixação no interior do país.”
Foto de Arquivo
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