Beja: Primeiro ano de mandato marcado por inércia, instabilidade e ausência de respostas - PS
O primeiro ano de mandato da coligação “Beja Consegue” fica marcado, de acordo com a Concelhia de Beja do Partido Socialista, por “inércia no concelho, instabilidade no executivo e ausência de respostas para as pessoas”.
Em nota de imprensa, o PS afirma que “ao fim de doze meses, a prometida mudança na gestão autárquica continua por concretizar e o concelho ressente-se da falta de uma estratégia clara de desenvolvimento e de apoio efetivo às famílias e ao tecido económico local” e, acrescenta que “a dinâmica apresentada pelo executivo tem assentado sobretudo na conclusão de projetos e obras herdados do mandato anterior do Partido Socialista”, assim como, “na realização de eventos pontuais, que evidenciam uma clara necessidade de mediatismo.”
De acordo com os socialistas “os serviços básicos do dia a
dia continuam a falhar visivelmente, com problemas evidentes na limpeza urbana
e na manutenção do espaço público, arrastando-se os procedimentos de
contratação pública.”
Para o PS, para além "desta falta de visão para o concelho, a gestão autárquica
tem sido marcada por uma instabilidade interna no seio do executivo municipal e
por opções de viabilização política com a CDU que levantam dúvidas legítimas
sobre a coerência e a transparência do rumo escolhido para a autarquia.”
Ainda segundo o PS, há uma “falta de capacidade de liderança”
que se estende "à defesa dos ativos estratégicos da nossa região” sendo
apontado como exemplo “a perda da escola de pilotos da Lufthansa para Tancos” e
criticada a posição do presidente da Câmara que “preferiu demarcar-se da posição
da CIMBAL e vir a público alinhar com a narrativa do Governo, justificando o
afastamento da aviação civil com alegadas incompatibilidades no espaço aéreo.”
Os socialistas consideram que há uma “postura de conformismo”
que é visível nos “sucessivos adiamentos de obras vitais para o concelho e para
o distrito”, uma vez que "a autarquia aceita silenciosamente que investimentos
prioritários como o novo Hospital José Joaquim Fernandes, a A26 e a
modernização da linha ferroviária continuem a ser empurrados, apesar de avanços
anunciados, sem datas formalizadas de efetiva concretização.”
O PS defende que o concelho precisa de “uma gestão autárquica atenta às reais necessidades das pessoas, rigorosa, estável e genuinamente exigente na defesa do nosso território.”
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