PCP: Homenagem a Catarina Eufémia com criticas ao pacote laboral e apelo à participação na greve geral
O secretário-geral do PCP criticou, hoje, o pacote laboral proposto pelo Governo, afirmando que já foi rejeitado “nas empresas, nos locais de trabalho [e] nas ruas” e apelou à greve geral a 03 de junho. Afirmações de Paulo Raimundo, hoje, em Baleizão, na habitual homenagem do PCP a Catarina Eufémia.
“Esse pacote está rejeitado na greve geral de 11 de dezembro, está rejeitado nas empresas, nos locais de trabalho, nas ruas, foi rejeitado no 25 de Abril e foi rejeitado nestas grandiosas manifestações de luta no 01 de maio que se realizaram neste ano”, afirmou Paulo Raimundo.
O líder do PCP intervinha no final das cerimónias promovidas pelo PCP para homenagear Catarina Eufémia e assinalar o 72.º aniversário do assassínio da trabalhadora rural desta aldeia do concelho de Beja 'às mãos' do Estado Novo.
Sob um sol tórrido e a discursar para mais de uma centena de militantes e simpatizantes comunistas, o secretário-geral do PCP questionou o Governo se “estava à espera que os trabalhadores abrissem os braços e aceitassem todos contentes a possibilidade de puderem passar a ser despedidos sem justa causa”.
Da mesma forma, Paulo Raimundo interrogou, de forma retórica, se o PSD acreditava que “os jovens iam fazer manifestações de apoio à ideia [de] passar a vida inteira na precariedade, na instabilidade, nos falsos recibos verdes, no contrato a prazo, no desemprego [ou] na casa dos pais”.
“Queriam que os jovens recebessem estas notícias com agrado?”, questionou.
O secretário-geral lembrou ainda “as mulheres trabalhadoras” e os “retrocessos nos direitos de maternidade [e] paternidade” que, na sua visão, o novo pacote laboral trará, assim como a substituição das “horas de trabalho pagas pelo trabalho à borla do banco de horas”.
“Mas a realidade é que os trabalhadores não estão distraídos. Os trabalhadores estão esclarecidos e estão a fazer frente a este ataque às suas vidas, à vida dos seus filhos e ao próprio desenvolvimento do país”, afiançou.
Para o líder do PCP “é preciso trabalhar” e “dar mais um empurrão” para que não seja só “depois da casa assaltada que se vão pôr as trancas à porta”, apelando à mobilização dos trabalhadores para a greve geral agendada para 03 de junho.
“Quem trabalha, quem cria a riqueza, quem continua a funcionar, [os que são] imprescindível merecem respeito, dignidade, direitos, tempo para viver, melhores condições de vida e melhores salários”, disse.
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