Beja apresenta projeto para dinamizar Casa da Cultura
A Câmara de Beja apresentou, ontem, um projeto de dinamização da Casa da Cultura que prevê a realização de oficinas artísticas permanentes e temporárias, exposições, cafés-concerto e eventos culturais de âmbito regional, nacional e internacional, com forte participação de associações e da comunidade local.
A iniciativa foi apresentada numa sessão pública realizada na própria Casa da Cultura, com a presença de responsáveis municipais, associações e agentes culturais, e tem como objetivo reforçar o papel daquele espaço como centro de criação e participação cultural na cidade.
O presidente da Câmara de Beja, Nuno Palma Ferro, destacou que a revitalização do espaço depende de um esforço coletivo. “Se não tivermos um movimento absolutamente coletivo nesta assunção do movimento cultural, certamente que não chegaremos aos fins a que nos propusemos”, afirmou.
Também o vereador da Cultura, Vítor Picado, sublinhou o valor simbólico e cultural do edifício, classificando a Casa da Cultura como um espaço com “um património efetivo e afetivo da cidade”. O autarca reconheceu igualmente a necessidade de resolver problemas estruturais do edifício, apontando a cobertura e as instalações elétricas entre as prioridades de intervenção.
Segundo o responsável, mais do que o investimento financeiro, o objetivo é criar condições para que a comunidade utilize o espaço e desenvolva projetos culturais. “Acima de tudo, ter pessoas e ter dinâmicas aqui é muito importante”, afirmou.
O projeto foi apresentado por Paulo Monteiro, responsável pela Casa da Cultura, que explicou que a proposta pretende transformar o espaço “na casa das pessoas”, incentivando cidadãos, artistas e associações a propor e desenvolver iniciativas próprias.
Entre as medidas previstas está a realização de várias oficinas permanentes, como banda desenhada, cerâmica, desenho e ilustração, teatro, pintura, chi kung e trabalho em madeira, bem como oficinas temporárias de cinema, gravura, serigrafia e teatro de figuras.
O plano prevê ainda a reabertura das salas de ensaio para músicos e um programa regular de exposições ao longo do ano, incluindo iniciativas ligadas ao Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja e a mostras de artistas locais.
Além disso, a estratégia inclui cafés-concerto, sessões de poesia falada e a facilitação do uso do espaço para reuniões e eventos promovidos por associações e grupos informais.
A programação prevê também eventos de maior dimensão, como o Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja, o “Outubro – Mês da Fotografia”, um encontro nacional de jogadores de Magic The Gathering e o festival “Beja Horrível”, dedicado ao cinema e banda desenhada de terror e fantástico.
Segundo a autarquia, o projeto pretende reforçar o envolvimento da comunidade e valorizar o trabalho das associações locais, criando uma programação cultural diversificada e aberta a novas colaborações.
A iniciativa integra ainda a criação de um gabinete de apoio ao movimento associativo, destinado a facilitar contactos, informação e candidaturas a financiamentos para projetos culturais.
Com esta estratégia, o município pretende consolidar a Casa da Cultura como um espaço de encontro e criação artística, aberto à participação da comunidade e com ligação a redes culturais nacionais e internacionais.
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