PJ detém coautor de disparos em Beja que feriram pai e filho em março
Um homem, de 48 anos, foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) por ser o presumível coautor de duas tentativas de homicídio ocorridas em Beja, no dia 26 de março deste ano, foi hoje anunciado.
Foto: google
Em comunicado, a PJ explicou que o homem foi detido, em Beja, através da Diretoria do Sul, tendo sido hoje presente primeiro interrogatório judicial.
Fonte da Judiciária revelou à Lusa que o Tribunal de Beja decretou a prisão preventiva.
O arguido foi levado para o Estabelecimento Prisional de Beja.
De acordo com a polícia de investigação criminal, o homem “apresentou-se agora voluntariamente às autoridades”, naquela cidade, o que possibilitou dar “cumprimento de mandado de detenção emitido pela autoridade judiciária competente”.
“Os factos ocorreram em contexto de confronto grupal entre dois grupos familiares, por questões menores e fúteis, na sequência de uma desavença que se admite estar relacionada com dívidas existentes entre os intervenientes”, pode ler-se no comunicado.
As vítimas foram um homem com 19 anos e o seu pai, de 37, acrescentou a PJ.
“Ambos foram surpreendidos no exterior da sua residência pelo agora detido e por um outro suspeito, detido no passado dia 01 de abril e que desde aí se encontra em prisão preventiva”, adiantou.
As vítimas foram, então, atingidas “por projéteis de arma de fogo”, tendo o mais jovem sido ferido na cabeça, “designadamente numa vista, necessitando de assistência hospitalar”.
Os disparos, efetuados com uma espingarda caçadeira, provocaram danos numa viatura e colocaram “em perigo outros transeuntes na via pública, sem terem sido atingidos”.
De acordo com a PJ, “desde a data dos factos, o agora detido encontrava-se em fuga, sabendo que era procurado e com paradeiro desconhecido”.
Em 02 de abril, após a detenção efetuada pela polícia, em Beja, o tribunal decretou a prisão preventiva do outro suspeito dos dois crimes de homicídio na forma tentada, um homem de 26 anos.
Num comunicado divulgado nesse dia, a PJ disse existirem “fortes indícios” da coautoria dos crimes por parte desse homem.
O inquérito é dirigido pelo Ministério Público de Beja.
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